04 maio 2013

Memórias Póstumas de Brás Cubas - Machado de Assis

Postado por Bi@ às 18:54


 É ano de vestibular, então eu, como uma boa nerd, vou resenhar os livros que ando lendo. Ou seja a lista de leitura obrigatória do Fuvest! E vamos ao que interessa:


Autor: Machado de Assis
Ano: 1881
Realismo Brasileiro
Páginas: Depende da edição
( a que eu li tinha 173 páginas)


“AO VERME
QUE
PRIMEIRO ROEU AS FRIAS CARNES
DO MEU CADÁVER
DEDICO
COMO SAUDOSA LEMBRANÇA
ESTAS
MEMÓRIAS PÓSTUMAS”

No livro, um “defunto autor” (como ele mesmo se descreve) nos conta as lembranças de sua vida de uma forma bem singular; o livro já começa pela sua morte onde ele nos conta sobre o seu enterro.


“Vós, que o conhecestes, meus senhores, vós podeis dizer comigo que a natureza parece estar chorando a perda irreparável de um dos mais belos caracteres que tem honrado a humanidade. Este ar sombrio, estas gotas do céu, aquelas nuvens escuras que cobrem o azul como um crepe funéreo, tudo isso é a dor crua e má que lhe rói à natureza as mais íntimas entranhas; tudo isso é um sublime louvor ao nosso ilustre finado.”
Bom e fiel amigo! Não, não me arrependo das vinte apólices que lhe deixei.


     Brás cubas teve uma vida superficial e privilegiada até certo ponto. Apaixonou-se por Marcela quando jovem, mas seu pai o mandou para a faculdade arrastado para que ele não a levasse junto. Depois por Virgília, que foi o seu grande amor; e esse toma praticamente todo o livro.
     O pai de Brás Cubas imaginava para ele um futuro brilhante, com uma carreira politica e um bom casamento (pois para ele homem público tem de ser casado!). Brás Cubas fica apreensivo com essas ideias no começo, sem dar muita importância a elas, e continua as suas aventuras por ai.
     Ele conhece a filha de noda Eusébia, Eugênia, por quem desenvolve certo “carinho”, mas não se casa com ela, pois ela é “coxa” (ela manca) por nascimento, e a sua vaidade o impede de se casar com ela. É então a partir daí que ele decide cooperar com os planos de seu pai e tenta se casar com Virgília.
     Virgília merece uma atenção especial, da minha parte, nesta resenha. A impressão que tive dela foi que ela é muito ambiciosa e vaidosa. Imediatamente me lembrei da Catherine de O Morro dos Ventos Uivantes (quem já leu sabe do que eu estou falando)  ambas orgulhosas. Quando a carreira politica de Brás Cubas não da certo, Virgilia se casa com Lobo neves, um politico ambicioso que promete torna-la marquesa. E é então que Virgília e Brás Cubas começam um caso.
     Passado algum tempo, Lobo Neves recebe a proposta de presidência em uma província do norte, porem por superstição decide não ir. O medo da separação eminente, fez com que  Brás Cubas e Virgília se apaixonassem ainda mais. Ele descreve e se fato como “o topo de uma montanha” porem, depois o relacionamento dos dois começa a descer morro abaixo; até que Lobo Neves recebe uma segunda proposta e aceita. Achei interessante essa parte do livro porque, Brás Cubas diz para as românticas que elas já podem parar de ler. E eu acho que concordo com ele.


     Pulando alguns fatos suuuuper interessantes (porque a minha mão está doendo de tanto escrever) vamos direto para o final.
     Passado aqueles acontecimentos, eu me arrisco a dizer que o restante é uma lista de mortes dos personagens. Incluindo a do próprio Brás Cubas.
Gente, os detalhes só lendo para saber!! Super indico o livro! A leitura dele não é tão difícil quanto pensam, e o Machado de Assis arrasa quando o assunto é escrever.

 Ok, então é isso ai!! Até a próxima...

1 comentários:

Jayne disse...

Brás Cubas é bacana msm...ne chamou a atenção só de saber que era escrito por ele pós vida.
Quando falam em litetatura obrigatória nuitos pensam em livros chatos mas existem muitos bem bacanas como esse e Dom Casmurro que tem um certo misterio.
Mas o melhor de tudo é que se vc gosta do livro as questões do vestibular ficam muito mais fáceis.

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